📢 Milhões em Caixa, Férias Sem Terço: O Abandono dos Professores em Pindaré-Mirim
O direito acabou, as férias passaram, mas o pagamento não veio
O extrato do FUNDEB referente a janeiro de 2026 revela um dado estarrecedor: o município de Pindaré-Mirim recebeu mais de R$ 18,5 milhões em recursos para a educação, mas utilizou apenas cerca de R$ 1,8 milhão no período.
Mesmo assim, encerrou o mês com mais de R$ 3,8 milhões em caixa, grande parte aplicada no sistema bancário.
Enquanto isso, os professores viveram as férias sem receber aquilo que a lei garante: o adicional constitucional de um terço de férias.
As férias acabaram.
O direito venceu.
E o pagamento não aconteceu.
⚠️ O terço de férias não é favor. É lei.
O adicional de um terço sobre as férias está previsto na Constituição Federal.
Não é bônus.
Não é benefício opcional.
Não depende de “boa vontade” da gestão.
É obrigação legal.
Ele deve ser pago durante o período de férias, justamente para garantir que o trabalhador tenha condições mínimas de descanso, lazer e reorganização financeira.
Quando esse valor não é repassado no tempo certo, o direito é violado.
💔 Professores passaram as férias no aperto
Em vez de descanso, muitos professores enfrentaram:
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Contas acumuladas
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Dívidas
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Empréstimos
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Insegurança financeira
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Preocupação constante
As férias, que deveriam ser um momento de recuperação física e emocional, viraram mais um período de angústia.
Sem o terço constitucional, não houve férias plenas.
Houve sobrevivência.
💰 Dinheiro havia. Prioridade, não.
Os números mostram:
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Receitas em janeiro: R$ 18,5 milhões
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Saldo final: R$ 3,8 milhões
Ou seja: recursos existiam.
Mesmo assim, o direito básico dos professores foi ignorado.
Guardar milhões em aplicação financeira enquanto se deixa de pagar o terço de férias é uma inversão moral e administrativa.
🏫 Educação não se faz sem respeito
Nenhuma política educacional funciona quando seus profissionais são tratados com descaso.
Professor desvalorizado não ensina com tranquilidade.
Professor endividado não trabalha em paz.
Professor desrespeitado adoece.
E quem perde, no fim, é o aluno.
⚠️ Atraso é descumprimento da lei
Não pagar o terço de férias no prazo não é “problema administrativo”.
É:
❌ Violação de direito constitucional
❌ Falha grave de gestão
❌ Possível irregularidade administrativa
❌ Motivo de cobrança institucional
É um fato que precisa ser esclarecido.
📣 A sociedade precisa cobrar
É dever da gestão explicar:
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Por que o terço não foi pago nas férias?
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Quem autorizou o atraso?
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Quando será quitado?
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Haverá correção?
Silêncio não é resposta.
Omissão não é solução.
✍️ Conclusão: férias sem terço são desrespeito
O problema não é falta de dinheiro.
Os dados provam isso.
O problema é falta de compromisso com quem sustenta a escola pública todos os dias.
As férias acabaram.
O trabalho recomeçou.
Mas o direito continua em atraso.
E isso não pode ser normalizado.
Professor merece respeito.
E respeito começa pagando em dia.
