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sexta-feira, 21 de março de 2025

CONCURSADOS PODEM ASSUMIR EM ABRIL

 Pindaré Mirim: Ano Letivo Atrasado e Pressão do MPMA Sacodem a Educação Municipal




A cidade de Pindaré Mirim, no Maranhão, enfrenta um cenário educacional preocupante. O ano letivo de 2024 ainda não começou para muitos estudantes da rede municipal, um atraso que se arrasta desde o início do ano e que agora ganha contornos mais dramáticos com a intervenção do Ministério Público do Maranhão (MPMA).


A raiz do problema reside no não cumprimento de um acordo firmado entre a prefeitura, o MPMA, concursados e o juiz local no fórum da cidade. O prefeito, mesmo após se comprometer, não realizou a convocação dos professores e demais aprovados em concurso público, deixando diversas escolas sem profissionais e, consequentemente, sem aulas.


A situação chegou a um ponto crítico, culminando em uma manifestação do MPMA que exige medidas drásticas da Justiça. Entre as solicitações, destacam-se:


Prefeitura de Pindaré Mirim


Bloqueio de 60% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM): Uma medida extrema para pressionar a prefeitura a cumprir o acordo.

  1. Demissão em massa de todos os contratados e ocupantes de cargos previstos no concurso de 2016: Uma tentativa de forçar a administração a priorizar os concursados.
  2. Proibição de novas contratações: Uma forma de impedir que a prefeitura continue burlando o concurso público.


A forte reação do MPMA demonstra a gravidade da situação e a determinação em garantir o direito à educação dos estudantes de Pindaré Mirim. A pressão exercida pela manifestação parece ter surtido efeito, colocando a administração municipal em uma posição delicada.


A comunidade local, pais e alunos, acompanham de perto o desenrolar dos acontecimentos, na esperança de que as medidas judiciais tragam uma solução rápida e definitiva para o impasse. A expectativa é que a prefeitura finalmente cumpra o acordo, convoque os professores concursados e garanta o início do ano letivo para todos os estudantes.

Segundo nossas fontes parece que o prefeito ja anunciou em reunião com o secretariado que pretende chamar os concursados de 2016 agora no mes de abril.


A situação em Pindaré Mirim serve de alerta para a importância do cumprimento de acordos e do respeito aos direitos dos servidores e, principalmente, dos estudantes. A educação é um direito fundamental, e sua negligência causa impactos negativos para toda a sociedade.

FUNDEB - PINDARÉ MIRIM

Pindaré-Mirim Recebe R$ 1,6 Milhão do Fundeb Até 20 de Março: Entenda a Aplicação dos Recursos



A Prefeitura de Pindaré-Mirim, no Maranhão, recebeu até o dia 20 de março de 2025 um total de R$ 1.633.267,70 provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Esse recurso é essencial para o financiamento da educação básica no município, mas sua aplicação segue regras específicas determinadas pela legislação, garantindo que os investimentos sejam direcionados de forma equilibrada e transparente.

 

Subdivisão Legal dos Recursos do Fundeb

A Lei do Fundeb estabelece uma divisão clara para a aplicação dos valores recebidos: 

-70% devem ser destinados à remuneração dos profissionais da educação, como professores, diretores, pedagogos e outros trabalhadores diretamente envolvidos no ensino. No caso de Pindaré-Mirim, isso significa que, do total recebido até agora, cerca de R$ 1.143.287,39 devem ser usados para pagar salários e benefícios desses profissionais, valorizando o trabalho de quem está na linha de frente da educação. 

-30% restantes, equivalente a aproximadamente R$ 489.980,31, são direcionados às demais necessidades da educação, como manutenção de escolas, compra de materiais didáticos, reformas, transporte escolar e melhorias na infraestrutura. Essa parcela é fundamental para garantir que as escolas tenham condições adequadas para o aprendizado.

 

Essa divisão legal busca equilibrar a valorização dos profissionais da educação com a manutenção de um ambiente escolar de qualidade, promovendo uma educação mais justa e eficiente.

 

Mais Recursos Até o Fim do Mês




Vale destacar que o valor de R$ 1.633.267,70 recebido até 20 de março não é o total que Pindaré-Mirim terá direito neste mês. O Fundeb é repassado em 13 parcelas anuais, de janeiro a janeiro do ano seguinte, e até o fim de março ainda serão depositados mais milhões para completar a cota mensal do município. De acordo com estimativas nacionais, o Fundeb para 2025 soma R$ 325,5 bilhões, um aumento de 6,48% em relação a 2024, o que indica que os repasses mensais para os municípios brasileiros, incluindo Pindaré-Mirim, devem ser significativos. Assim, a prefeitura ainda receberá um complemento nos próximos dias, garantindo mais recursos para a educação local.

 

Importância do Fundeb para Pindaré-Mirim

O Fundeb é um pilar essencial para a educação pública em Pindaré-Mirim, especialmente em um contexto de desafios financeiros enfrentados por muitos municípios brasileiros. Com esses recursos, a prefeitura pode investir na melhoria das escolas, na capacitação de professores e na garantia de um ensino de qualidade para crianças e jovens. No entanto, é fundamental que a aplicação desses valores seja feita com transparência e responsabilidade, respeitando a divisão legal e priorizando as reais necessidades da educação no município.

 

A população de Pindaré-Mirim pode acompanhar a gestão desses recursos por meio de canais oficiais da prefeitura e exigir que os investimentos sejam feitos de forma a beneficiar diretamente os estudantes e os profissionais da educação. A educação é um direito de todos, e o Fundeb é uma ferramenta poderosa para transformar essa garantia em realidade.

 

Fique atento às próximas atualizações sobre os repasses do Fundeb e os projetos educacionais em Pindaré-Mirim!

quarta-feira, 19 de março de 2025

URGENTE

STF Forma Maioria para Manter Ministros no Julgamento de Bolsonaro por Tentativa de Golpe


Fotos dos Ministros do STF Moraes, Zanin e Dino

Brasília, 19 de março de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira para rejeitar os pedidos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que buscavam afastar os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino do julgamento da denúncia que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A decisão reforça a continuidade dos três magistrados no colegiado da Primeira Turma, que analisará se Bolsonaro e outros 33 acusados se tornarão réus no caso.


A votação no plenário do STF foi iniciada após recursos apresentados pela defesa de Bolsonaro e de aliados como o ex-candidato a vice-presidente Walter Braga Netto e o general Mário Fernandes Medeiros. Os advogados argumentaram que Moraes, Zanin e Dino seriam parciais, apontando, entre outros motivos, a atuação de Zanin como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de integrar o STF, o histórico de Dino como adversário político de Bolsonaro e a relatoria de Moraes em inquéritos que envolvem o ex-presidente. No entanto, o relator dos recursos, ministro Luís Roberto Barroso, votou contra o afastamento, citando o artigo 252 do Código de Processo Penal, que regula os casos de impedimento de magistrados, e afirmando que não há elementos concretos que justifiquem a suspeição dos ministros.


Até o momento, o placar está em 6 a 0, com os votos de Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Dias Toffoli acompanhando o relator. A expectativa é que a decisão seja confirmada por unanimidade, uma vez que os demais ministros — incluindo os próprios Moraes, Zanin e Dino, que também votam no plenário — tendem a seguir a mesma linha. A análise do caso reflete o entendimento de que não há fatos jurídicos objetivos que comprometam a imparcialidade dos ministros questionados.


A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusa Bolsonaro de liderar uma organização criminosa que teria planejado impedir a posse de Lula, vencedor das eleições de 2022. Entre as evidências estão reuniões com militares, articulações para questionar a lisura do pleito e até um suposto plano para assassinar autoridades, como o próprio Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e um juiz do STF. A investigação culminou com os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, em uma tentativa frustrada de reverter o resultado eleitoral.


A defesa de Bolsonaro também reiterou o pedido para que o julgamento da denúncia seja transferido da Primeira Turma, composta por cinco ministros, para o plenário do STF, com 11 integrantes, alegando que a gravidade do caso e o envolvimento de um ex-presidente justificariam a mudança. Contudo, interlocutores do STF indicam que o regimento interno da Corte prevê a competência das turmas para ações penais, e Moraes, relator do inquérito, deve manter o processo no colegiado menor, onde a tendência é de maior alinhamento com seu voto.


Para analistas políticos, a decisão de hoje é um revés significativo para Bolsonaro, que já está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e agora enfrenta a possibilidade de responder criminalmente por atos relacionados ao fim de seu mandato. “O STF está sinalizando que não haverá espaço para manobras que comprometam o andamento das investigações”, avalia o cientista político João Mendes, da Universidade de Brasília. “A manutenção dos ministros reforça a percepção de que o Judiciário está disposto a levar o caso até as últimas consequências.”

O que será analisado em 25 de março

Nessa sessão, os ministros não julgarão o mérito (culpabilidade ou inocência), mas apenas se a denúncia da PGR atende aos requisitos legais: descrição clara de fatos criminosos e indícios suficientes de autoria. Se aceita, inicia-se uma ação penal; se rejeitada, o caso é arquivado.

Possíveis trechos e argumentos dos votos (projeção)

Como os votos ainda não foram proferidos, posso projetar os principais pontos que os ministros da Primeira Turma podem abordar, com base em seus históricos e nas evidências conhecidas:

  1. Alexandre de Moraes (Relator)
    • Provável posição: Favorável à aceitação da denúncia.
    • Trecho projetado: "As provas, incluindo depoimentos dos comandantes militares e documentos apreendidos, demonstram indícios robustos de que o ex-presidente articulou ações para subverter a ordem democrática, configurando, em tese, os crimes descritos pela PGR."
    • Contexto: Moraes, como relator dos inquéritos sobre atos antidemocráticos, tem adotado linha dura contra ameaças ao Estado de Direito, e seu relatório liberado para julgamento sugere confiança na solidez da denúncia.
  2. Cármen Lúcia
    • Provável posição: Tendência a acompanhar Moraes.
    • Trecho projetado: "A tentativa de ruptura institucional, evidenciada por planos concretos e reuniões documentadas, exige resposta judicial para preservar a democracia, sendo a denúncia formalmente apta a prosseguir."
    • Contexto: Cármen Lúcia já defendeu a independência judicial e a proteção democrática em casos como o julgamento de Bolsonaro no TSE em 2023.
  3. Luiz Fux
    • Provável posição: Provavelmente favorável à denúncia.
    • Trecho projetado: "Os indícios de autoria e materialidade apresentados, como as minutas golpistas e o envolvimento de altas patentes militares, justificam a abertura da ação penal para aprofundamento das investigações."
    • Contexto: Fux tem histórico de decisões alinhadas à defesa das instituições, como no período em que presidiu o STF durante a pandemia.
  4. Flávio Dino
    • Provável posição: Favorável à denúncia.
    • Trecho projetado: "A gravidade dos fatos narrados, com potencial de desestabilizar o regime democrático, impõe ao STF o dever de dar seguimento à apuração, respeitando o devido processo legal."
    • Contexto: Dino, ex-ministro de Lula e crítico de Bolsonaro, tende a priorizar a segurança democrática, mas deve enfatizar o rigor técnico para evitar questionamentos de parcialidade.
  5. Cristiano Zanin
    • Provável posição: Pode ser o voto mais imprevisível, mas com inclinação a aceitar a denúncia.
    • Trecho projetado: "A denúncia cumpre os requisitos formais e apresenta elementos suficientes para que o processo siga, garantindo aos acusados o direito de defesa na próxima fase."
    • Contexto: Indicado por Lula, Zanin tem se mostrado cauteloso em decisões públicas, mas a robustez das provas pode levá-lo a acompanhar a maioria.

Observações

  • A defesa de Bolsonaro argumenta que não há provas diretas de ordens para um golpe e que o caso deveria ir ao plenário do STF, não à Primeira Turma. Esse ponto pode ser levantado nos votos, mas o regimento interno do STF dá competência à turma para essa fase.
  • Se a denúncia for aceita por maioria (3 a 2 ou mais), o processo penal começará, com coleta de provas e depoimentos, e o julgamento final pode demorar meses ou anos.

O julgamento que decidirá se a denúncia será aceita está marcado para o dia 25 de março na Primeira Turma. Caso os ministros acolham a acusação da PGR, Bolsonaro e os demais denunciados passarão à condição de réus, dando início a uma ação penal que pode resultar em penas severas, como a prisão por crimes contra o Estado Democrático de Direito. Até lá, a defesa do ex-presidente promete continuar questionando a legitimidade do processo, enquanto o país acompanha com atenção os desdobramentos de um dos capítulos mais tensos da recente história política brasileira.

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