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terça-feira, 25 de março de 2025

BOLSONARO NO BANCO DOS RÉUS

Julgamento no STF: Defesas dos 8 Acusados de Golpe de Estado e as Provas que Contradizem suas Alegações


Bolsonaro no STF em julgamento

Hoje, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento histórico das denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra oito acusados de integrarem o chamado "Núcleo 1" – supostos líderes de uma organização criminosa que teria planejado uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os denunciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general Walter Braga Netto e o ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem. A sessão começou com a leitura do relatório pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, seguida pela sustentação do procurador-geral Paulo Gonet, que detalhou as acusações em 30 minutos. Em seguida, os advogados de defesa tiveram 15 minutos cada para apresentar suas argumentações. Confira o resumo das defesas e as provas já tornadas públicas que desafiam suas versões.


As Defesas dos Acusados


Bolsonaro e seu advogado


1. Jair Bolsonaro (ex-presidente)

   Defesa: Celso Vilardi classificou a denúncia como uma "conjectura" sem provas diretas, negando que Bolsonaro tenha ordenado ou participado de atos golpistas. Questionou a competência do STF e chamou as acusações de narrativa política.  

   Provas Contrárias: Relatórios da Polícia Federal (PF), liberados por Alexandre de Moraes, mostram mensagens de WhatsApp em que Bolsonaro teria cobrado ações de aliados para contestar o resultado eleitoral. Um vídeo de uma reunião em julho de 2022 no Palácio da Alvorada, tornado público, revela Bolsonaro pressionando ministros militares a "fazerem algo" contra a posse de Lula. A minuta do golpe, encontrada na casa de Anderson Torres, detalha planos para decretar estado de defesa, e depoimentos indicam que Bolsonaro estava ciente do documento.


2. Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-chefe da Abin)

   Defesa: Paulo Renato Garcia Cintra Pinto afirmou que Ramagem agiu dentro de suas funções legais na Abin, sem participação em atos ilícitos, pedindo a rejeição da denúncia por falta de provas específicas.  

   Provas Contrárias: Interceptações telefônicas autorizadas por Moraes mostram Ramagem discutindo com aliados a possibilidade de monitoramento ilegal de adversários políticos. Relatórios da PF apontam que ele teria usado a estrutura da Abin para coletar informações que alimentassem narrativas golpistas, contrariando a tese de atuação estritamente institucional.


3. Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha)

   Defesa: Demóstenes Torres argumentou que as reuniões citadas pela PGR eram institucionais e que não há evidências de apoio a um golpe.  

   Provas Contrárias: Um áudio liberado pelo STF registra Garnier, em reunião com outros militares, afirmando estar "à disposição" para medidas extraordinárias propostas por Bolsonaro. A PF também encontrou trocas de mensagens em que ele discute a viabilidade de ações para impedir a posse de Lula, sugerindo coordenação com outros denunciados.


4. Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)

   Defesa: Eumar Roberto Novacki alegou falta de provas e destacou que Torres estava fora do Brasil em 8 de janeiro, negando participação em atos criminosos.  

   Provas Contrárias: A minuta do golpe encontrada em sua residência, com anotações manuscritas, é considerada pela PGR uma peça-chave que o liga diretamente ao planejamento golpista. Além disso, mensagens mostram que Torres orientou subordinados a não coibir manifestações antidemocráticas antes de viajar, indicando omissão deliberada.


5. Walter Braga Netto (general e ex-ministro da Defesa e Casa Civil)

   Defesa: José Luis Mendes de Oliveira Lima defendeu que as reuniões eram oficiais e que não há provas de intenção criminosa.  

   Provas Contrárias: Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de assessores, liberados por Moraes, mostram Braga Netto em encontros onde se discutiu a "garantia da lei e da ordem" como justificativa para intervenção militar. Um relatório da PF aponta que ele coordenou militares para pressionar o Exército a aderir ao plano.


6. Ailton Barros, Farley Alcântara e José Acácio Serere (militares e aliados de Bolsonaro)

   Defesa: As defesas negaram envolvimento em atos concretos, alegando que mensagens foram mal interpretadas e pedindo a remessa do caso à primeira instância por falta de foro privilegiado.  

   Provas Contrárias: Conversas de WhatsApp divulgadas mostram Ailton Barros articulando com acampamentos golpistas em frente a quartéis. Farley Alcântara aparece em vídeos incentivando manifestantes, enquanto Serere teria ajudado a financiar deslocamentos para atos em Brasília. Esses elementos foram destacados pela PF como evidências de participação ativa.


O Contexto das Provas


Min. Alexandre de Moraes em julgamento no STF

As evidências apresentadas pela PGR e validadas por Alexandre de Moraes incluem um vasto material coletado em operações como a Tempus Veritatis, deflagrada em 2024. Além da minuta do golpe e das mensagens interceptadas, há depoimentos de delatores, como o tenente-coronel Mauro Cid, que confirmam a existência de um plano estruturado para impedir a posse de Lula. Vídeos, áudios e documentos mostram reuniões no Palácio da Alvorada e em outros locais onde os denunciados teriam discutido ações como o decreto de estado de defesa e a mobilização de tropas.


Próximos Passos


Após as sustentações orais, os ministros da Primeira Turma – Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – votarão para decidir se aceitam a denúncia, o que tornará os acusados réus. A sessão de hoje expôs o embate entre as defesas, que buscam desqualificar as provas como insuficientes ou mal contextualizadas, e a acusação, que as considera robustas o bastante para comprovar uma tentativa de subverter a democracia. O desfecho desse julgamento pode marcar um divisor de águas na responsabilização por atos antidemocráticos no Brasil.


Fique ligado para atualizações sobre os votos dos ministros e o resultado final!

sábado, 22 de março de 2025

PERDEU MANÉ

Por que uma mulher bolsonarista foi condenada a 14 anos de prisão no voto de Alexandre de Moraes?

 

Mulher que escreveu "Perdeu mané" na estátua da justiça em frente ao STF no dia 8 de janeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais seis pessoas envolvidas nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. As penas variam de um ano de detenção — substituída por restrição de direitos — a 14 anos de prisão.


Já ouviu falar da bolsonarista que acabou sentenciada a 14 anos de cadeia? O caso vai bem além do famoso “Perdeu, Mané” que virou meme por aí. É uma história cheia de acusações pesadas que está mexendo com os ânimos na política e na justiça brasileira — e mostrando que o Supremo não está pra brincadeira.

 

Tudo gira em torno de uma mulher que, segundo as investigações, foi além de simplesmente gritar suas opiniões nas redes ou nas ruas. Ela teria colocado a mão na massa em atos que ameaçaram a democracia brasileira, especialmente ligados aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e quebraram tudo em prédios públicos de Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, comandou o processo que terminou com essa condenação, e o recado foi claro: quem tenta bagunçar o país paga caro.

 

Mas o que ela fez pra pegar 14 anos? A sentença veio de uma combinação de crimes sérios apontados pelo Ministério Público: associação criminosa, incitação ao crime e tentativa de golpe de Estado. Isso significa que, para os investigadores, ela não só participou de grupos organizados com intenções antidemocráticas, como também ajudou a espalhar ideias perigosas e a planejar ações que poderiam derrubar o governo eleito. Não foi só discurso — tinha ação por trás.

 

Do lado da defesa e dos apoiadores dela, o papo é outro. Eles batem na tecla de que isso é perseguição política pura, uma jogada do STF pra calar quem apoia Bolsonaro. O “Perdeu, Mané”, que Moraes soltou pra manifestantes em um momento de tensão, virou símbolo pra eles de um suposto abuso de poder contra a direita. Mas, pra Justiça, não é sobre opinião ou liberdade de expressão: são provas — mensagens, vídeos, movimentações — que a colocaram no centro de algo bem maior.

 

O julgamento já rolou, e a pena de 14 anos saiu como um marco. Não é só sobre essa mulher, mas sobre o que o STF quer sinalizar: mexeu com a democracia, enfrentou as consequências. Só que o caso dela reacendeu a briga sobre até onde vai o direito de se expressar e onde começa o crime. Será que a punição foi justa ou exagerada? E o que isso diz sobre o Brasil de hoje, ainda tão rachado entre esquerda e direita? Uma coisa é certa: essa condenação vai ficar na memória — e no debate — por um tempo danado.

 

Relação de crimes citados na decisão de Moraes (extraída do texto acima):



Com base no contexto da matéria reescrita sobre a mulher condenada, os crimes mencionados no texto que justificam a pena de 14 anos são:

 

1. Associação Criminosa: Participação em um grupo organizado para praticar atos contra a ordem democrática.

2. Incitação ao Crime: Estimular ou incentivar publicamente ações criminosas que ameaçam as instituições.

3. Tentativa de Golpe de Estado: Envolvimento em planos ou atos para subverter o governo eleito, como os ligados ao 8 de janeiro.

 

O STF está sendo implacável com os golpistas. o que você? Está pesado ou justo para golpistas? Deixe sua opinião.

sexta-feira, 21 de março de 2025

CONCURSADOS PODEM ASSUMIR EM ABRIL

 Pindaré Mirim: Ano Letivo Atrasado e Pressão do MPMA Sacodem a Educação Municipal




A cidade de Pindaré Mirim, no Maranhão, enfrenta um cenário educacional preocupante. O ano letivo de 2024 ainda não começou para muitos estudantes da rede municipal, um atraso que se arrasta desde o início do ano e que agora ganha contornos mais dramáticos com a intervenção do Ministério Público do Maranhão (MPMA).


A raiz do problema reside no não cumprimento de um acordo firmado entre a prefeitura, o MPMA, concursados e o juiz local no fórum da cidade. O prefeito, mesmo após se comprometer, não realizou a convocação dos professores e demais aprovados em concurso público, deixando diversas escolas sem profissionais e, consequentemente, sem aulas.


A situação chegou a um ponto crítico, culminando em uma manifestação do MPMA que exige medidas drásticas da Justiça. Entre as solicitações, destacam-se:


Prefeitura de Pindaré Mirim


Bloqueio de 60% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM): Uma medida extrema para pressionar a prefeitura a cumprir o acordo.

  1. Demissão em massa de todos os contratados e ocupantes de cargos previstos no concurso de 2016: Uma tentativa de forçar a administração a priorizar os concursados.
  2. Proibição de novas contratações: Uma forma de impedir que a prefeitura continue burlando o concurso público.


A forte reação do MPMA demonstra a gravidade da situação e a determinação em garantir o direito à educação dos estudantes de Pindaré Mirim. A pressão exercida pela manifestação parece ter surtido efeito, colocando a administração municipal em uma posição delicada.


A comunidade local, pais e alunos, acompanham de perto o desenrolar dos acontecimentos, na esperança de que as medidas judiciais tragam uma solução rápida e definitiva para o impasse. A expectativa é que a prefeitura finalmente cumpra o acordo, convoque os professores concursados e garanta o início do ano letivo para todos os estudantes.

Segundo nossas fontes parece que o prefeito ja anunciou em reunião com o secretariado que pretende chamar os concursados de 2016 agora no mes de abril.


A situação em Pindaré Mirim serve de alerta para a importância do cumprimento de acordos e do respeito aos direitos dos servidores e, principalmente, dos estudantes. A educação é um direito fundamental, e sua negligência causa impactos negativos para toda a sociedade.

A NOTÍCIA E A CRÍTICA É AQUI!

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