Ex-Prefeito Henrique Salgado, Prefeito, Secretária, portarias fraudulentas, tio do vice-prefeito, irmã da secretária de educação: envolvidos em graves denúncias
As denúncias envolvendo portarias fraudulentas na administração pública, especialmente na Secretaria de Educação liderada por Rita Trindade, foram apresentadas ao Ministério Público (MP) por concursados de 2016. Essas acusações apontam sérias irregularidades, como possíveis práticas de nepotismo, violação dos princípios da legalidade, impessoalidade e outros dispositivos legais que regem a administração pública no Brasil. Os casos sugerem que nomeações privilegiam interesses pessoais ou políticos, ignorando os critérios estabelecidos por concursos públicos e prejudicando os direitos dos candidatos aprovados.
Um dos episódios mais destacados refere-se à nomeação da irmã de Rita Trindade, Valderice de Jesus Trindade, que, segundo os concursados, foi alocada em um cargo público por meio de uma portaria fraudulenta. As denúncias indicam que Valderice participou do concurso público de 2011, realizado durante a gestão do ex-prefeito Henrique Salgado, e ficou na posição 1.797, muito distante das vagas disponíveis à época. Apesar disso, ela consta como concursada a partir de 2016, o que levanta suspeitas de que sua nomeação foi irregular, desrespeitando a ordem classificatória e os critérios de mérito do concurso.
Outras acusações incluem a nomeação de um tio do vice-prefeito, igualmente distante das vagas do concurso de 2011, e de outros concursados em posições incompatíveis com as vagas disponíveis. As portarias relacionadas a essas nomeações, segundo os denunciantes, teriam sido emitidas não apenas na gestão passada, mas também continuaram a ser publicadas até os dias atuais sob a administração do atual prefeito, Alexandre Colares. Ambos os prefeitos, Henrique Salgado e Alexandre Colares, são apontados como aliados, sugerindo uma continuidade de práticas questionáveis.
Os concursados de 2016 que fizeram as denúncias ao MP alegam que essas ações configuram nepotismo, proibido pela Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que a nomeação de Valderice, irmã da secretária Rita Trindade, indica favorecimento indevido com base em parentesco. Além disso, os princípios da legalidade e da impessoalidade, previstos no artigo 37 da Constituição Federal, teriam sido violados. O princípio da legalidade exige que os atos administrativos sejam fundamentados em lei, e a nomeação fora da ordem classificatória de um concurso público desrespeita essa norma. Já o princípio da impessoalidade determina que a administração pública atue de forma neutra, sem favorecer indivíduos por razões pessoais ou políticas, o que, segundo os denunciantes, não ocorreu.
Os concursados também apontam que outras normas, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e as regras que regulam concursos públicos, podem ter sido infringidas, especialmente se as portarias fraudulentas envolverem gastos públicos irregulares ou a criação de vagas inexistentes. A continuidade dessas práticas na gestão atual, sob Alexandre Colares, é vista como falta de transparência e accountability, comprometendo a confiança da população nas instituições.
As denúncias feitas ao MP destacam um possível conluio entre gestões anteriores e atuais, com Henrique Salgado e Alexandre Colares trabalhando em conjunto para manter um sistema de favorecimentos. Isso, segundo os concursados, mina a democracia e a igualdade de oportunidades, valores essenciais para um Estado de Direito. Casos semelhantes já foram investigados por órgãos como o Ministério Público e Tribunais de Contas em outras localidades, resultando em ações civis públicas, exonerações e punições por improbidade administrativa.
Em resumo, as informações apresentadas ao Ministério Público pelos concursados de 2016 indicam possíveis ilegalidades, nepotismo e violação dos princípios da administração pública nas nomeações envolvendo Rita Trindade, Valderice de Jesus Trindade e outros. É imprescindível que o MP investigue essas denúncias para punir os responsáveis, reparar os danos ao erário e à confiança pública, e garantir que os concursos públicos sejam respeitados como instrumentos de acesso justo e igualitário aos cargos públicos. A transparência e a legalidade nos atos administrativos são fundamentais para a legitimidade das gestões públicas.
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